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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Homenagem ao Sr. Sebastião






Homenagem ao Sr. Sebastião, Seu Bilo. Um agradecimento por sua devoção, pelo seu dinamismo, pelo carisma, pela dedicação, pelo carinho e determinação. Que os Três Reis Santos, Nossa Senhora e São José juntamente com o Menino Jesus olhem para o senhor com muita ternura, pois, a sua fé é o pilar de todas as suas ações. A sua humildade, a sua sabedoria e o seu compromisso com a Associação dos Devotos dos Reis Magos de Belém na cidade de Piumhi e com a cultura tradicional da Folia de Reis deixa a todos fascinados... Parabéns!!!

Nadir Goulart Rodrigues e membros da ADERMAB
Imagens do V Encontro de Folias de Reis de Piumhi


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Associação de Folia de Reis - ADERMAB é habilitada para compor o Conselho Estadual de Cultura

Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais divulgou a lista oficial dos candidatos habilitados a concorrer na eleição do Conselho Estadual de Política Cultural – biênio 2017/2018. 

A ASSOCIAÇÃO DOS DEVOTOS DOS REIS MAGOS DE BELÉM DO MUNICÍPIO DE PIUMHI/MG - ADERMAB,  que tem por finalidade promover o patrimônio imaterial da Folia de Reis, está habilitada a compor o Conselho Estadual de Política Cultural - CONSEC/MG, conforme lista oficial divulgada pela Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais.

O CONSEC-MG é um órgão colegiado de caráter consultivo, propositivo, deliberativo e de assessoramento que auxilia na criação de condições para que todos mineiros exerçam seus direitos culturais e tenham acesso aos bens culturais. Atua como uma instância da sociedade civil junto ao poder público, acompanhando a elaboração e a execução do Plano Estadual de Cultura; mantendo instâncias de diálogo entre a sociedade civil e o poder público, além de manifestar-se sobre programas regionais de incentivo, gestão de acervos culturais entre outros.

A ADERMAB indicou Taís T Ferreira, jornalista, para participar do conselho pelo segmento Patrimônio Material e ImaterialTaís participou do Plano Estadual de Cultura 2016 e representa a Câmara Consultiva Território Oeste e Sudoeste. Na cidade de Piumhi, na área de museus, é responsável pelo projeto “Museu das Profissões”- Odontologia na Casa da Cultura, uma iniciativa que busca dar continuidade à trajetória histórica das profissões de mineiros e mineiras do ambiente urbano e rural, além da pesquisa e apoio ao patrimônio das folias de reis da região e ações culturais com as escolas em oficinas e mostras de filmes e curta-metragens.


Como votar


Pela primeira vez, a votação será realizada de maneira totalmente virtual, possibilitando a participação da sociedade. O processo de votação online poderá ser acessado através do site do conselho www.consec.mg.gov.br, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro. Diferente das eleições anteriores, não será necessário o cadastro prévio de eleitores. Foi eliminada também a restrição de participação somente de pessoas jurídicas.

Desta vez a votação será aberta a todo e qualquer cidadão mineiro, com idade mínima de 16 anos, que se interesse pela cultura e deseje ajudar a escolher a representação da sociedade civil no Conselho de Política Cultural. Deverão ser informados dados como CPF, título de eleitor, endereço e e-mail.

Cada eleitor poderá votar em um único segmento. Na plataforma online ele terá acesso ao perfil e currículo do candidato, tendo condições para realizar a sua escolha. A divulgação do resultado das eleições do Consec está prevista para o dia 20 de dezembro.


Vote nos dias 15, 16 e 17 de dezembro em 

Taís T Ferreira
Seguimento: Patrimônio material e imaterial

CURRÍCULO RESUMIDO
Graduação:Comunicação Social – Habilitação jornalismo Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – 1988; Pós Graduação: Memória e Cinema Escola de Belas Artes – Universidade Federal de Minas Gerais – 2000; Plano Estadual de Cultura/2016: Representante Câmara Consultiva Território Sudoeste; Idealização do “Museu das Profissões” – Odontologia na Casa da Cultura de Piumhi. Consultoria para a criação do primeiro Ponto de Cultura da Associação de Folias de Reis - ADERMAB. No CENTRO DE REFERÊNCIA AUDIOVISUAL – SMC – PBH,(1999 – 2001), hoje MIS - Museu de Imagem e Som – SMC/PBH, dirigiu e produziu documentários e trabalhou com procedimentos de organização, catalogação e cuidados com o acervo — Cinejornais, acervo fotográfico, cinematográfico, além pesquisa e intercâmbio com outros museus. TV HORIZONTE (2002 - 2006) Produção/roteiro/direção/ reportagens (cinema e música) Programa Sala de cinema, exibido na Tv Horizonte, Tv Puc e Rede SescSenac- SP; Produção e edição do Programa Cinema em Cena. Coordenação cobertura 6a, 7a, 8a e 9a Mostras de Cinema de Tiradentes e 1a CINEOP. Produção/ direção/ roteiro - Programa ClipShow. Em Ouro Preto, trabalhou na produção do Seminário de Música Instrumental Brasileira, em 1986, através da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, produção de concertos de alunos, professores e outros artistas. 




Com informações do CONSEC e da Secretaria Estadual de Cultura.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Folia de Reis

Terno das Flores, grupo de Reisado de Caetité, na Bahia,
no Brasil, em dezembro de 2005
Folia de ReisReisado, ou Festa de Santos Reis é uma manifestação cultural religiosa festiva e classificada, no Brasil, como folclore; praticada pelos adeptos e simpatizantes do catolicismo, no intuito de rememorar a atitude dos Três Reis Magos — que partiram em uma jornada à procura do esconderijo do Prometido Messias (O Menino Jesus Cristo) — para prestar-lhe homenagens e dar-lhe presentes. Essa história é relatada na Bíblia, no capítulo 2 do Livro de São Mateus (ou O Evangelho, Segundo Mateus). Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Três Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro.

Em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, no Brasil, os grupos realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, o padroeiro do estado.

Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas, tocando músicas alegres em louvor aos "Santos Reis" e ao nascimento de Cristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Três Reis Magos, 6 de janeiro. Trata-se de uma tradição vinda da Espanha que ganhou força especialmente no século XIX e que mantém-se viva em muitas regiões do País, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, dentre outros.

 Em Salvador, terra onde a religiosidade transborda, seja através do candomblé ou do catolicismo, não poderia faltar, no calendário, a Festa de Reis, que acontece no bairro da Lapinha. Iniciada por um tríduo preparatório, a festa tem o seu ápice no dia 5 de janeiro, quando ocorre o desfile dos Ternos de Reis que vêm de diversos locais da cidade. 

Devidamente armados com fantasias e instrumentos, fazendo representações dos Três Reis Magos e outras personagens através de música, dança e versos, os ternos encantam a população que enche o Largo da Lapinha e seus arredores. Um dos ternos mais tradicionais é o Rosa Menina que vem do bairro de Pernambués. Fundado em 1945, o terno Rosa Menina é, hoje, o mais antigo da cidade, tendo à frente seu Silvano, um dos seus fundadores. A missa principal, celebrada em geral pelo arcebispo da cidade, acontece na Igreja da Lapinha, onde é possível se admirar um maravilhoso presépio em tamanho natural. Complementando a festa não poderiam faltar as barracas de comidas, bebidas e jogos, que dão o tom profano.

O Terno de Reis ou Folia de Reis



O Monumento Pórtico dos Reis Magos, em Natal, atesta a tradição dos Santos Reis

No Brasil, a visitação das casas, que dura do final de dezembro até o Dia de Reis, é feita por grupos organizados, muitos dos quais motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos, tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e do acordeão, também conhecida em certas regiões como sanfona, gaita ou pé-de-bode.

Além dos músicos instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas, segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do mestre da folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural.

As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias e danças típicas regionais como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa para finalidades filantrópicas, exceto, obviamente, as fartas mesas dos jantares e as bebidas que são oferecidas aos foliões.


Grupos Incrementados
Uma das formas de sobrevivência da manifestação folclórica, especialmente nas grandes cidades, foi a incorporação nos Ternos de elementos figurativos, com a finalidade de promover apresentações para turistas e para os próprios habitantes e trazendo alegria para todos.

Integrantes

Três reis magos: participantes que personificam os reis que visitaram o Menino Jesus, quando ele nasceu: Baltasar, Melquior e Gaspar. 

Palhaços (bastiões): geralmente dois ou três. Eles têm o costume de se chamar de irmãos e possuem obrigações e proibições específicas (como jamais dançar diante da Bandeira). Sua principal função é a proteção da bandeira e a solução do letreiro (que funciona como um enigma) feito pelo dono da casa com folhas e flores, por exemplo, se são colocadas as letras VSR; eles falam um verso para cada letra e dizem o significado, ou seja Viva Santos Reis (VNSA — Viva Nossa Senhora Aparecida, VJC — Viva Jesus Cristo). Eles realizam acrobacias. Usando um bastão vestem-se com máscaras, portam um apito com o qual marcam a chegada e a partida da bandeira, durante as exibições dos palhaços, os espectadores atiram moedas ao chão, em frente a eles para homenageá-los. Eles, então, alegram-se e brincam entre si, empurrando as moedas com o bastão para que o outro palhaço as colete, aproveitam para instigar o público a jogar mais dinheiro, que eles colocam em sacolas para coleta desses donativos.

Coro: é constituído geralmente por seis pessoas que são, ao mesmo tempo, cantores e instrumentistas o número, todavia, varia de entre as regiões. Cada membro do coro tem sua função. 

Mestre ou embaixador: é o principal personagem da folia, ou ainda chefe da folia, porque ele organiza a logística do grupo, o trajeto, horários e os instrumentos, e é o responsável por improvisar os versos cantados nas residências. Cabe aos mestres a responsabilidade de manter viva a tradição e se encarregar da transmissão oral dele, como lembra Luís da Câmara Cascudo. 

Bandeireiro ou alferes da bandeira: tem a função de carregar a bandeira do grupo respeitosamente. Ela é apresentada ao chefe da residência onde a folia passa para receberem os donativos oferecidos pelas famílias.

A bandeira, chamada de "Doutrina", é feita de pano brilhante. Nela é colada uma estampa dos Três Reis Magos. Representa diretamente O Menino Jesus. Constitui o elemento sagrado da companhia e assim é tratada: beijam-na respeitosamente os moradores das casas visitadas, é passada com muita fé sobre as camas da residência e nunca pode ser colocada num lugar menos digno. Esse respeito perdura durante o ano todo, mesmo passada a época de Reis: na casa onde fica guardada, há orações periódicas diante dela. No universo cultural de nosso povo, a Bandeira é a representação dos Três Reis Magos; por isso, explicam os mestres, ela deve ir sempre à frente pelos representantes dos pastores que seguiram os Três Reis Magos. 


Festeiro: figura importante, pois é, geralmente, na sua residência que os foliões fazem a "tirada da bandeira" e também é para onde é feito o retorno ao final do "giro". Às vezes, é utilizada a casa do mestre para a saída e chegada da bandeira ou a casa de alguma pessoa que, por motivo de promessa, arca com as despesas da folia.
É importante destacar que, nas folias, não existe a participação feminina conforme indica Porto: "Os Três Reis Magos não trouxeram consigo suas esposas; se os foliões levassem mulher à folia, estariam deturpando o sentido da representação"; também, dizem outros, nenhuma mulher visitou o presépio de Jesus; admitir mulher entre os foliões, como participante, seria desviar o sentido da dramatização

Canções

Em algumas regiões, as canções de Reis são por vezes ininteligíveis, dado o caos sonoro produzido. Isto ocorre, quase sempre, porque o ritmo ganhou, ao longo do tempo, contornos de origens africanas com fortes batidas e com um clímax de entonação vocal. Contudo, um componente permanece imutável: a canção de chegada, onde o líder (ou capitão) pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, onde a folia agradece as doações e a acolhida, e se despede.

No Sul de Minas, um grupo de Folia de Reis é composta da bandeira ou estandarte que é decorado com figuras alusivas ao Menino Jesus, ou mesmo com palavras relativas à data. Outro componente importante é o bastião que se veste de modo característico, mascarado e sempre porta uma espada, este tem a função de folião propriamente dito, levando alegria por onde a folia passa, e como que abrindo caminho para a passagem da folia que de certa forma representa os próprios Reis Magos. O bastião tem também a função de citar textos bíblicos e recitar poesias alusivas. Na sequência o grupo de vozes se organiza em mestre, ajudante, contrato, tipe, retipe, contratipe, tala, ou finório. Na verdade esses nomes se referem a uma organização das vozes em tons e contratons, durante a cantoria, o que leva a formação de um coro muito agradável aos ouvidos. O mestre, por sua vez, tem o papel especial de iniciar o canto, que é feito em versos e de improviso, agradecendo os donativos da casa visitada. Os outros componentes, então, repetem os versos, cada qual em sua voz, na cadência definida pelo mestre, acompanhados pelos instrumentos que tocam.

Origem, história e descrição geral

O Reisado é de origem egípcia, considerada uma festividade profano-religiosa. No Egito era chamada de Festa do Sol Invencível, comemorada em 6 de janeiro. Na Europa foi adotada, inicialmente, pelos romanos em 25 de dezembro (data em que nasceu Jesus Cristo, segundo os cristãos). Instalou-se em Sergipe no período colonial, através dos portugueses. Atualmente, é dançado em qualquer época do ano e os temas de seu enredo, variam de acordo com o local e a época em que são encenados, podem ser: amor, guerra, religião entre outros.

Sua comemoração começa à véspera do Dia de Santos Reis. No período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, grupos formados por músicos cantores e dançarinos vão de porta em porta, anunciando, a chegada do Messias e fazendo louvações aos donos das casas, por onde passam e dançam.

É composta de várias partes e tem diversos personagens como o rei, o mestre, contramestre, figuras e moleques. Os instrumentos que acompanham o grupo são violão, sanfona, ganzá, zabumba, triângulo e pandeiro.

Referências

Festas Religiosas: A materialidade da fé - Vera Irene - Universidade Federal do Paraná, acessado em 28 de agosto de 2015
a b c d Mestre de Caixa e Viola - Jair Morais Pessoa - UNICAMP; Universidade Federal de Goiás, acessado em 28 de agosto de 2015
A CULTURA NA ESTEIRA DO TEMPO; Maria Aparecia de Morais Silva — Unesp, acessado em 28 de agosto de 2015
Aprendendo com os mais Velhos e ensinando para os mais Jovens - Larissa Geórgia Bráulio Moura; Sheila Maria Doura - Universidade Federal de Viçosa
A Folia de Reis no distrito de Milagres, Município de Monte Santo de Minas-MG - Graziela Maria de Carvalho - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS - acessado em 28 de agosto de 2015

Bibliografia

CÂMARA CASCUDO, Luis da — Dicionário do Folclore Brasileiro. Belo Horizonte: Editora Italiana, 1984. MOURA, Antonio Paiva — Turismo e Festas Folclóricas no Brasil. São Paulo; Editora: CASTRO, Zaíde Maciel de; COUTO, Aracy — Folia de Reis. Cadernos de Folclore nº 16; Editora Arte. FUNARI, Pedro Paulo e PELEGRINI, Sandra C. A. — O Patrimônio Histórico e Cultural; Editora Zahar, Rio de Janeiro 2006.

Ligações externas

Mais informações no Ministério da Cultura do Brasil
Folia de Reis em Sorocaba (SP) - Brasil
Documentário em fotos sobre a Folia de Reis em Valença (RJ)
Rede Social Dedicada a Folia de Reis (SP) - Brasil
Hoje é dia de Folia - Rio de Janeiro - Brasil
Folia de Reis em Presidente Olegário (MG) - Brasil



sábado, 30 de janeiro de 2016

Folia de Reis


De origem portuguesa, a Folia de Reis é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

Essa data, fixada em 6 de janeiro, passou a ter grande importância em países de origem latina, especialmente os que a cultura é de origem espanhola. Em alguns lugares esta comemoração se tornou mais importante até que o próprio Natal. Em Muqui, no Espírito Santo por exemplo, acontece desde 1950 o maior encontro nacional de folia de reis, reunindo cerca de 90 grupos de foliões do de regiões como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura.

Cidades brasileiras como o Rio de Janeiro, realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do estado. Em outros estados a comemoração acontece com frequência em cidades do interior. Grupos de foliões visitam as casas que os acolhem e fazem doações , cantando e tocando músicas de louvor a Jesus e aos Santos Reis , em volta do presépio, com muita alegria.

Os instrumentos utilizados normalmente são a viola caipira, o acordeom ou sanfona,  a gaita, o reco-reco e a flauta. Liderados pelo Capitão da Folia, seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo bandeireiro. A bandeira carrega o símbolo da folia. Decorada com figuras que levam ao menino Jesus, feita geralmente de tecido, é enfeitada com fitas e flores de plástico, tecido ou papel, sempre costuradas ou presas com alfinete, nunca amarradas com nós cegos, para segundo a crença não “amarrar” os foliões ou atrapalhar a caminhada.

Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

O Bastião ou palhaço, que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

Na casa que recebe os foliões tem o festeiro, que é o responsável pela preparação da festa da chegada da bandeira. Ao sair os foliões então cantam a canção de despedida e agradecem os donativos e partem para outra casa que os receberão.

Este folclore nacional, embora um pouco desconhecido das grandes cidades tem grande significado no interior de grandes Estados. Algumas destas cidades são: Araraquara, Barretos, Bebedouro, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Franca.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Folia_de_Reis
http://www.cidadespaulistas.com.br/folia-de-reis/folia-de-reis.html